segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Pedaço de Felicidade


Pedaço de Felicidade

Ela não se recorda ao certo quando, ele sempre esteve lá. Doce, delicioso, chegava a achar que ele esteve ali antes mesmo de experimentar o leite materno. Desde pequena a acalentava e dava paz. Apesar de que um dia ele a envolveu e foi embora com aquele aroma que a mais fazia feliz. Se recordava numa vaga lembrança daquele poste agarrando a maleta e dando um beijo de despedida (o último).

Mas ela tinha seu refúgio no sabor que a acompanhava desde... Porém isso foi tirado dela quando já mais crescida:

-Pare de comer tanto chocolate! Você está muito gorda! - Esbravejou sua mãe, certa tarde. Ela nunca a perdoou por transformá-la num pequeno paquiderme.

A partir daí foi um amargo, amargo que não era dele, uma agonia, somente tristeza. Achou que aquele acalento estava perdido para sempre.

Até que um dia, já totalmente crescida, com suas pernas compridas e altura de poste, andou até encontrar aquilo que daria o tal conforto perdido. No meio do caminho encontrou seu próprio chocolate.

Foto: Figo
Texto: Grivicich

2 comentários:

amanda disse...

bom!
a gente se priva das pequenas porções diárias de chocolate ( felicidade/prazer/riso/gargalhada/dor/delírio )

só dispenso a indiferença.

Cochise César disse...

não...
Meu sacrifício é por prazer, não por consentimento.
só me privo de chocolate por chocolate